Tenho passado as férias de verão à frente de um monitor a debitar PHP num estágio mal pensado. Podia ser pior? Podia. E foi. Braga e os amigos foram de férias e eu fiquei com o que sobrou: uma cidade com quase tudo fechado e com pouco mais que uma ligação à net por companhia. Nas poucas horas em que não pensava em programação, o cansaço lutava pelo primeiro lugar com a falta de motivação. Felizmente não foi sempre assim. Mas quase.

Em Agosto, a generalidade das rádios recorre a playlists criadas não se sabe bem por quem nem quando e os animadores de recurso não escondem no discurso a vontade de estar num outro lugar que não à frente do microfone. De hit em hit, rapidamente acabo por me cansar da rádio que desta forma consegue tirar o significado à música. Acabei por procurar música noutro formato e a ter algumas surpresas agradáveis.
Os Noruegueses Kings of Convenience provaram ser o que quase adivinhei quando os ouvi pela primeira vez com a I don't know what I can save you from. Viciei-me rapidamente com os 3 álbuns (um deles remisturas dos outros dois) onde com pouco mais que duas guitarras conseguem fazer música de excelente qualidade acompanhas de letras com conteúdo. Quem não os conhece, pode ouvir as músicas do Riot on an empty street online. Para os que já conhecem, a menina que se ouve em Know-How e Build-Up é a Canadiana Leslie Feist. A participação não fica apenas pela voz pois foi ela quem escreveu a letra de Build-up (uma hora antes de a cantar tal como ela é hoje).

The build up lasted for days,
lasted for weeks,
lasted too long.
Our hero withdrew,
when there was two,
he could not choose one,
so there was none.
Worn into the vaguely announced.
The spinning top made a sound
like a train across the valley,
fading, oh so quiet but constant til it passed,
over the ridge
into the distances
written on your ticket to remind you where to stop,
and when to get off.

Outro cantor que parece-me que irá dar muito que falar é o Jorge Cruz; estou curioso para ouvir o álbum Sede que vai ser lançado este mês. Fado de uma rua qualquer tem tipicamente o mesmo efeito em todos: a primeira vez que se ouve soa a estranho; nas seguintes surpreende e cativa.

Para terminar este post musical, quem gosta da Björk e do novo álbum, há uma versão da Oceania, a música de abertura dos jogos olímpicos, com a Americana Kelis a circular pela net e que ainda não foi lançada. ;-)

One string to “the sound of music”

  1. joaquimgilvaz says

    bem, kings of convenience…. o que haverá a dizer… umas das bandas da minha vida…

    descobri-os por acaso na loja da esquina, achei piada à capa do CD, que julgava já não se fazerem mais assim… uma banda “ingénua”, sincero e com bom gosto…