Há dias, enquanto (tentava) estudar sistemas de elevada disponibilidade com um colega que se debruçava sobre métodos de programação, este olhou para mim com cara bastante séria e disse: a vida é como o escadório do Bom Jesus. Bem, o estudo parou aí.

Partilho da opinião do Sr. Knuth que descreve o tipo de raciocínio das ciências da computação como a capacidade de ver algo simultaneamente em diferentes níveis de abstracção e conseguir alternar entre eles rapidamente. Mas no meio de SPOF's, IPVS's, RAID's e outras siglas, o raciocínio engasga-se quando lhe surge uma analogia como a do meu colega.
Explicou-me então que para ele ele os diversos patamares das escadas são as fases da nossa vida e, como escolheu qual pretende alcançar, a sua teoria não se acanha com o facto da escadaria ser balizada com sopé e topo: não pretende mais do que aquilo que decidiu.
Pouco depois regressámos ao estudo. Ele, com um ar sonolento, aos problemas NP-completos. Eu, ao GFS, mas com mais algo em que pensar.

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