O Miguel não estava em casa. Provavelmente nem sequer morava no meu andar. Seja como for, alguém o procurou afincadamente às 6.30 da manhã conseguindo tirar-me da cama por duas vezes para lhe soletrar que eu não era o Miguel, nem era da casa dele. Quando conseguiu entrar no prédio através de alguém mais bem disposto do que eu, só desistiu de chamar pelo Miguel e de pontapear a porta de um qualquer vizinho meu ao fim de meia hora. (Não me espanta se o encontrar a dormir no corredor daqui a umas horas).

Colega, se conheces o Miguel e tens certeza que não bebes-te demasiado nas últimas horas… diz-lhe por favor que volte para casa, sim? Obrigado.

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