Foi com nostalgia que assistí às victórias portuguesas nos campeonatos do mundo de atletismo em pista coberta. Saudades de um tempo em que correr, saltar e atirar transformavam-me temporáriamente do miúdo inseguro e discreto, num outro com um brilho nos olhos e um sorriso gigante que estalava cada vez que me superava. Nunca tive o apoio dos meus pais em relação ao atletismo durante os 8 anos que o pratiquei a sério. Hoje penso que era precisamente por isso mesmo que me dedicava tanto.
No que toca a desportos que me dispertam o interesse, sempre tive escolhas algo dispares dos meus colegas. Enquanto a grande maioria transpira futebol e outros o automobilismo, sempre tive preferência por desportos como o atletismo e a ginástica. Hoje acho que sei o porquê. A tecnologia ou o simples factor sorte retiram-me o entusiasmo pelos desportos onde isso é preponderante. Gosto muito mais de desportos onde o atleta mostra aquilo que vale e os frutos do trabalho que realizou para se melhorar. As provas de atletismo são o exemplo ideal: é apenas o atleta, a pista e aquilo que ele vale. A factor sorte pouco entra ao assunto; muito menos o tecnológico. Se a pista é um lamaçal e o vento está acima dos 2m/s, isto é igual para todos.

Enquanto escrevia este post, experimentei procurar pelo google por páginas que pudessem ter alguma referência a esse tempo. E acabei por dar com duas. Uma mais recente das (poucas) vezes que ainda faço provas pela Universidade e outra, mais antiga, que me deu um sorriso gratuíto que não esperava.

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