mental string

synapse

Monday, September 29th

gps
office - on my last week around here

working on
cooling down after a extra spicy pasta a la arrabiata

fuel
caffeine

Ben Harper – By My Side
Ben Harper – Power of the Gospel
Belle and Sebastian – Women's Realm
Caetano Veloso – Leaozinho
Beck – Que Onda Guero

latest finding
need to focus more

dreaming about
postcard 1,500,000

pet projects
shanghai 'work at jelly' meetups
zend certification done!
postcrossing


watching
not much. and now our tv is reduced from 50 to less than 10 channels. need to get my hands on in bruges

reading
getting real by 37signals
designing for the social web by joshua porter


Mirandela

Mirandela é uma toalha de piquenique estendida sobre as encostas transmontanas. O estampado, tirado de uma qualquer planície alentejana. As pessoas (do tipo que já não se faz em lado nenhum) são os doces e os jardins os salgados fazendo da cidade jardim um regalo do estômago ao coração.

PS: se estiver de dieta e a pensar ir a Mirandela… adie a dieta, não a visita! :-)


posted by paulo @ Sep 30th, 2004 - 02:04am
Leave a brain wave

apêndices


telemóvel
máquina fotográfica de meio quilo
molho das chaves
pastilhas elásticas
carteira
lenços de papel
rádio-lanterna (muito útil)
livro “Zero Hour and other modern stories”
bloco de notas
envelopes e postais (we never know)
selos portugueses
selos holandeses (don't ask why)
canetas
horários vários
mapa de Braga
folhas e folhas com inutilidades importantes
folhas com arte abstracta
moeda de 0.25 dólares
pacotes de açucar
e a mala para levar tudo isto

Foi preciso um ombro vermelho para me decidir a dissecar a mala que levo para todo lado: estes são alguns dos apêndices que erram comigo a tiracolo sempre que sai-o de casa. Na maioria, são apenas peso morto do qual sou escravo voluntário, porque para incompleto, já basto eu.


posted by paulo @ Sep 28th, 2004 - 17:48pm
Leave a brain wave

Chavela Vargas II

Título: Luz de Luna
Letra: Alvaro Carrillo/Javier Solís
Voz: Chavela Vargas ao vivo no Carnegie Hall
Acompanhamento: muito sentimento e duas guitarras acústicas.


Yo quiero luz de luna para mi noche triste
Para sentir divina ilusión que me trajiste,
Para sentirte mía, mía tú como ninguna;
Pues desde que te fuiste no he tenido luz de luna.

Yo siento tus amarras como garfios, como garras
Que me ahogan en la playa de la farra y el dolor.
Y llevo tus cadenas a rastras en la noche callada,
Que sea plenilunada, azul como ninguna;
Pues desde que te fuiste no he tenido luz de luna.

Si ya no vuelves nunca provincianita mía
A mi celda querida que está triste y está fría;
Que al menos tu recuerdo ponga luz sobre mi bruma,
Pues desde que te fuiste no he tenido luz de luna.
Pues desde que te fuiste no he tenido luz de luna.


posted by paulo @ Sep 23rd, 2004 - 15:37pm
Leave a brain wave

saúde pública

Descobri indícios de dupla personalidade na restauração: depois do café Zás-trás (aka Zás-tráz), hoje dei com a hamburgaria 7. Tudinho na mesma rua. Serão precisas mais provas?

Ainda a respeito de teorias de algibeira, hoje ouvi uma que é menos improvável que a anterior: a ministra da Educação acaba de anunciar que “o sistema informático não deu garantias de poder concluir a tarefa com rigor” pelo que “decidiu avançar com o sistema manual de colocação de professores“. A teoria que me chegou reza que o sistema informático foi bem desenhado e faz o que se pretende segundo o protocolo de colocação de professores. O problema foi depois quando lhe alteraram os requisitos por forma a suportar os factores C.


posted by paulo @ Sep 21st, 2004 - 22:52pm
Leave a brain wave

Chavela Vargas

Cada vez que Chavela Vargas canta, só um erro de fabrico evita que alguém não sinta um vento frio atravessá-lo e/ou não se sinta repentinamente à beira de um choro irreprimível.

in Blitz 1035

Há quem diga que é a Billie Holiday do México; o certo é que ouvi-la tem tanto de bonito como de destruidor. Há dores e lágrimas em cada som e que nos chegam de uma forma dura e crua com força suficiente para desmoronar os mais distraídos.

Fugiu para o México com 14 anos e começou a cantar nas ruas. Nos anos 50 começou uma carreira de cantora e tornou-se na melhor intérprete de sempre das músicas do José Alfredo Jiménez. A fama, ganhou-a durante os anos 60 mas desapareceu na década de 70 devido a problemas de alcoolismo que duraram 15 anos. Pedro Almodóvar procurou-a e descobriu-a num bar nos subúrbios da cidade do México; ajudou-a a reconstruir a vida e a carreira e hoje dá ainda mais força aos filmes do Almodóvar participando nas bandas sonoras.

Un Mundo Raro

Cuando te hablen de amor y de ilusiones
y te ofrezcan un sol y un cielo entero;
si te acuerdas de mí no me menciones
porque vas a sentir amor del bueno.

Y si quieren saber de tu pasado
es preciso decir una mentira,
dí que vienes de allá de un mundo raro,
que no sabes llorar, que no entiendes de amor
y que nunca has amado.

Porque yo a donde voy, hablaré de tu amor
como un sueño dorado
y olvidando el rencor no diré que tu amor
me volvio desgraciado.

Y si quieren saber de mi pasado,
es preciso decir otra mentira,
les diré que llegué de un mundo raro,
que no sé del dolor, que triunfé en el amor
y que nunca he llorado.


posted by paulo @ Sep 21st, 2004 - 02:18am
Leave a brain wave

momento zen

Ontem os meus pais vieram visitar-me a Braga. Como em 4 anos só tinham cá vindo 2 vezes, recebê-los é sempre um momento alto do ano, que costuma ter o seu pico quando o meu pai dorme nas poucas horas que cá passam.
Invariavelmente os comentários repetem-se sempre e oscilam entre o “eu não vivia aqui no alto nem que me pagassem” e o “vês! o teu filho já é cozinheiro!“. As perguntas também são as mesmas do costume, “quantos estudantes andam na tua escola?“, “quem é que te acorda de manhã sem a tua mãe para chamar-te?” e a já clássica “quantos anos ainda tens que andar lá?“.


posted by paulo @ Sep 19th, 2004 - 19:57pm
Leave a brain wave

sede

Como tarda a sair o disco e não encontrei a letra em lado nenhum, resolvi passá-la eu. Estejam à vontade para corrigir se encontrarem erros.

“Fado de uma rua qualquer” (Jorge Cruz)

Longe fica a rua onde eu te vi.
E a vida pode recomeçar
onde eu quis sentar-me ao pé de ti
cheio de assuntos para te impressionar.

Refrão:
Pronto para ir ao fim do mundo atrás de ti.
Pronto para ver perder-se a lembrança de mim.
Pronto para ir ao fim do mundo atrás de ti.

Os teus olhos passaram por mim.
Eu tinha a vida a desesperar
e num instante o futuro decidi
ao não decidir, ao congelar.

(Refrão)

É que os fracos não agarram
as hipóteses de mudar.
O que agora só me resta é a dor.
Acordar.

(Refrão)


posted by paulo @ Sep 9th, 2004 - 14:05pm
one brain wave

pacotes de açucar

Não sei quando começou. Também pouco importa. Quando dei por mim, era coleccionar de pacotes de açucar e já não queria parar. Estranho? Talvez, mas quando penso nas coisas bizarras que alguns coleccionam, parece-me bastante razoável. Senão vejamos… São baratos, podem ser desde divertidos a informativos, há séries para todos os gostos e todos os meses há novos.
O único critério de selecção que tenho é o de ter que ser eu utilizá-lo, talvez porque inicialmente eram símbolos de ocasiões especiais. Não tenho nenhuma forma especial de os guardar ou catalogar que não seja uma velha caixa de chocolates que em breve vai ser substituída por algo mais espaçoso.
Que a colecção é um pouco fora do normal eu até posso concordar, embora soubesse que há pessoas noutros pontos do mundo a fazer o mesmo. Mas daí a haver um Clube Português de Coleccionadores de Pacotes de Açucar ainda vai muito açucar. Bom, sempre me faz sentir menos deslocado.


posted by paulo @ Sep 8th, 2004 - 03:24am
4 brain waves

matemática & dores de dentes

Pop quiz:

Q: O que pode ser pior que estudar para uma cadeira chata de matemática?
A: Estudar para uma cadeira chata de matemática depois de extrair um dente do siso.


posted by paulo @ Sep 6th, 2004 - 19:17pm
Leave a brain wave

Gerês

Depois de quatro anos a viver em Braga, achei que estava mais que na hora de conhecer o famoso parque nacional da Peneda-Gêres. Foi o que fiz no fim de semana passado. De mochila às costas na companhia de um colega de que estudou comigo na UU fui para o coração do parque passar o fim de semana.

Os 25 euros da pousada de Juventude de Vilarinho das Furnas não eram muito atraentes e acabamos por optar por ficar na Associação Pedras Brancas a conselho de um amigo. Nunca ouviram falar neste local? Pois, o motorista do autocarro também não, mas acabámos por chegar ao sítio certo.
A cozinha… bem, a cozinha não tinha panelas com menos de 70cm de diâmetro pelo que decidimos fazer a sopa instantânea numa cafeteira, também ela de tamanho industrial. Tudo naquela cozinha era tamanho XXL; tenho pena de não ter tirado uma foto à varinha mágica nem aos fogões :-) De resto o local era perfeito: um sossego incrível, longe de tudo e de todos.

No sábado decidimos fazer o trilho Cidade da Calcedónia que nos tirou o fôlego não pela dificuldade mas porque a vista lá de cima é simplesmente arrasadora: vale bem as 3 horas de subida. No final do trilho o poço azul - uma piscina natural - é perfeita para um mergulho depois das horas de caminhada.
No último dia, fomos ao Campo do Gerês e descemos à barragem de Vilarinho das Furnas que forma uma lagoa lindíssima que só peca por ser artificial.
Recomendo a todos os que gostam de natureza uma visita a este parque: deixem o telemóvel em casa (até porque o mais provável é não apanharem rede), levem calçado confortável e vão descobrir porque é que dizem que o Gerês é o mais bonito parque natural Português.


posted by paulo @ Sep 6th, 2004 - 03:34am
Leave a brain wave