mental string

synapse

Monday, September 29th

gps
office - on my last week around here

working on
cooling down after a extra spicy pasta a la arrabiata

fuel
caffeine

Ben Harper – By My Side
Ben Harper – Power of the Gospel
Belle and Sebastian – Women's Realm
Caetano Veloso – Leaozinho
Beck – Que Onda Guero

latest finding
need to focus more

dreaming about
postcard 1,500,000

pet projects
shanghai 'work at jelly' meetups
zend certification done!
postcrossing


watching
not much. and now our tv is reduced from 50 to less than 10 channels. need to get my hands on in bruges

reading
getting real by 37signals
designing for the social web by joshua porter


Sorrilex 5mg

Sorrilex 5mg®

Forma farmacêutica
SORRILEX® é distribuído em caixas com doses arbitrárias de cada sorriso. SORRILEX® deve ser utilizado sem receita médica.

Posologia
Tentar usar o sorriso certo de acordo com a situação.

Instruções de uso
Um de cada vez.

Efeitos secundários
Poderá provocar boa disposição nas pessoas que o rodeiam.

Interrupção do tratamento
Deverá suspender o tratamento por um curto período de tempo se sentir cãibras nos músculos da face.

Composição
sorriso cúmplice
sorriso comprometedor
sorriso tímido
sorriso de saudade
sorriso amarelo
sorriso maroto
sorriso de criança
sorriso colgate
sorriso sonhador
sorriso amigo
sorriso doce
sorriso mousse de chocolate
sorriso tarte de maça
sorriso grátis
sorriso rasgado
sorriso inocente
sorriso culpado
sorriso contagiante
sorriso marciano
sorriso sincero
sorriso secreto
sorriso encantador
sorriso desconfiado
sorriso sereno
sorriso de esperança
sorriso gentil
sorriso de quando se ouve aquela música
sorriso de a quem o gato comeu a língua
sorriso de quem está a pensar com os seus botões
sorriso de quando estou
contigo
sorriso de quem está na lua
sorriso de orelha a orelha

PS: perdoem-me os meus desenhos, mas não resisti =)
PSD: Descansem, não voltará a repetir-se tão cedo.


posted by paulo @ May 31st, 2004 - 12:25pm
Leave a brain wave

amelie

Na última página do JN de hoje, dei com a seguinte notícia:

Uma carta de um soldado alemão na frente russa chegou com 63 anos de atraso a uma das suas destinatárias, a sua pequena filha de seis anos, segundo testemunho da própria ao diário alemão “Solinger Tageblatt“, na sua edição de ontem.
No dia 7 de Julho de 1941, o soldado Willi Schenk, dado como desaparecido em 1942 e pouco depois declarado falecido, escrevera uma carta endereçada à sua “querida Anne e à pequena“.
Por razões obscuras, a missiva foi parar ao saco de um oficial alemão destacado em França. Saco esse descoberto por outro alemão nos anos 1970, num “bunker” nas costas francesas. Mais de 30 depois, a “pequena” foi encontrada.
Uma cigana que lera a sina de Anne, mãe dessa “pequena“, dissera-lhe que ela ouviria mais uma vez falar do marido dentro de alguns anos, segundo conta agora a filha do soldado, hoje com 69 anos. “Esta carta tê-la-ia marcado mais ainda do que a mim“. Anne morreu em 1989.

Foi impossível não esboçar um sorriso e recordar Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain.


posted by paulo @ May 30th, 2004 - 03:16am
Leave a brain wave

eu vou-te vencer

Tomava sozinho um café quando chegou e sentou-se na minha mesa. Sem dizer nada, não tinha pressa. O meu olhar escondeu-se num vértice qualquer, fingindo que não tinha chegado. Eu não queria falar com ela.
Pousas-te as tuas coisas à minha frente e olhaste-me por um minuto. O olhar era reprovador como sempre e morreu com um suspiro. Trazias a garganta minada de palavras e foi-te penoso dizer a primeira: pouco disseste que eu já não tivesse adivinhado. No fim, arrumas-te algumas perguntas a que sabias que eu não iria responder e procuras-te os cigarros. Enquanto fumegavas um silêncio pesado, penteei algumas ideias com pouca convicção. Levantei-me impávido e fui-me embora, sem me despedir. Porque as dúvidas são assim. Aparecem sem se anunciarem e não vale a pena dizermos adeus porque elas vão connosco enquanto não as convencermos de que somos melhores do que elas.


posted by paulo @ May 27th, 2004 - 20:28pm
Leave a brain wave

eureka!

Encontrei a solução para esquecer todos os problemas que nos possam afligir. Um muito maior. Remédio santo, garanto, é só uma questão de proporcionalidade.


posted by paulo @ May 22nd, 2004 - 00:29am
Leave a brain wave

cada vez menos certezas

Nunca escrevi com tanta frequência no blog, e ao mesmo tempo, nunca estive tão perto de o apagar. As entradas têm sido intercaladas de incredulidade no que escrevo, como escrevo e nos motivos pelos quais ainda o faço.
Acho que me esqueci das minhas emoções, pousadas num banco da feira popular e elas fugiram para o vagão da montanha russa. Entre o ultra-leve e o insuportável vão dois nadas e este vaivém está a desgastar-me até ao tutano, a deixar-me desnorteado e sem certezas.
Gostava de conseguir largar tudo. Meter-me no primeiro comboio que aparece-se e ir para muito longe, onde pudesse esquecer-me de mim e do mundo. Mas a solução não é fugir dos problemas, é crescer. Isso ainda sei. Acho eu.


posted by paulo @ May 19th, 2004 - 03:51am
Leave a brain wave

eu só queria brincar contigo

Até ao meu 7° ano, eu era em média uns 20 cm mais alto que os meus colegas. Consequência de ter crescido tão rápido, eu era extremamente desajeitado e raramente alguém me queria na sua equipa para o jogo de futebol ou em qualquer outra brincadeira de recreio. Das poucas vezes que me lembro de ter brincadeiras com eles, acabava por magoar alguém por não saber medir a força ou gozado pela minha quase disfunção motora. Invariavelmente acabava por desejar ter ficado no meu canto.
Hoje não os posso censurar pelo que faziam, mas esse tempo deixou marcas que ainda sinto. O contacto físico com alguém num contexto de uma brincadeira qualquer traz-me por vezes esses medos antigos e acabo por evitá-lo ou fazê-lo a medo.


posted by paulo @ May 18th, 2004 - 14:00pm
Leave a brain wave

a capa de super-homem

A vida lá fora não parou a julgar pelo barulho que ouço, mas aqui com os pés ainda na banheira e embrulhado na toalha, fecho os olhos e tento acreditar que sim. Daqui, a vida parece um cubo mágico impossível. Decisões consecutivas e decisivas na esperança de solucionar um problema, acumulam outros. Ao fim de algumas jogadas, já não sabemos de onde vimos nem para onde vamos.
O mais sarcástico deste jogo é que não podemos pedir ajuda do público ou do 50:50 para nos ajudar nas decisões mais difíceis. No entanto, quando as tomámos, não é só o nosso cubo que sofre consequências mas também o das outras pessoas. E essas alterações são ainda mais difíceis de reverter.
A maioria das pessoas não têm sequer hipótese de escolher a dimensão do cubo. Eu sei que donde vim exigiam muito pouco. E quis mais. Agora a vida exige de mim competências que não tenho e não posso voltar atrás.


posted by paulo @ May 18th, 2004 - 11:01am
Leave a brain wave

medo de ser eu

No meu último aniversário, dei comigo com menos de um punhado de amigos a lembrarem-se desse dia. O meu universo de amigos nunca foi grande, mas na altura apanhou-me de surpresa a redução que levou no espaço de um ano. Não tive dúvidas de que a culpa de tão poucas amizades era minha, sempre o foi.
Apesar de dar bastante importância às amizades que tenho, nunca consegui partilhar muito de mim. Dar-me a conhecer, expressar sentimentos ou simplesmente partilhar de uma brincadeira sempre me pareceu ser mais complicado do que é para as outras pessoas.
Talvez por isso, foi no dia seguinte ao meu aniversário que criei este blog. O blog não era a solução, mas era um começo para aprender a expressar o que fica torcido cá dentro a um canto quando as palavras são difíceis.
Alguns meses depois, dou comigo com o mesmo problema com o próprio blog. Nos momentos mais importantes, este não ouve de mim nenhum segredo ou confissão. Tornou-se num amigo que escuta apenas alguns dos soluços e sorrisos e nunca os meus choros e gargalhadas. Um amigo com quem, com o tempo, é cada vez mais difícil partilhar.
Seria mais fácil ligar aleatoriamente a um desconhecido no meio da noite, e contar-lhe um capítulo inteiro da minha vida. No fim, desligar. Esquecer. Porquê? Porque temo os juízos que os amigos fazem de mim. Tenho medo de os perder pelo que sou e pelo que não sou. Medo que deixem de ser meus amigos se se aperceberem da ridícula e tímida anormalidade da minha alma como dizia Pessoa.


posted by paulo @ May 18th, 2004 - 05:12am
Leave a brain wave

Quem é o Miguel?

O Miguel não estava em casa. Provavelmente nem sequer morava no meu andar. Seja como for, alguém o procurou afincadamente às 6.30 da manhã conseguindo tirar-me da cama por duas vezes para lhe soletrar que eu não era o Miguel, nem era da casa dele. Quando conseguiu entrar no prédio através de alguém mais bem disposto do que eu, só desistiu de chamar pelo Miguel e de pontapear a porta de um qualquer vizinho meu ao fim de meia hora. (Não me espanta se o encontrar a dormir no corredor daqui a umas horas).

Colega, se conheces o Miguel e tens certeza que não bebes-te demasiado nas últimas horas… diz-lhe por favor que volte para casa, sim? Obrigado.


posted by paulo @ May 14th, 2004 - 06:58am
Leave a brain wave

Hoje, num comboio entre Braga e o Porto, íamos três pessoas a ler na minha carruagem: uma senhora de idade ia a sorrir enquanto lia a versão clássica da bíblia e um homem de testa franzida ia mergulhado nas 1104 páginas do Red Hat Linux Bible. Eu, conhecido pelo meu entusiasmo pelo linux, ia a ler um livro de poesia. Será que ainda há esperanças para mim?


posted by paulo @ May 13th, 2004 - 01:06am
Leave a brain wave